Por que algumas categorias possuem tratamento privilegiado
em um processo seletivo, como um vestibular ou concurso público, por exemplo?
Por que são minoria? Por que são alvo de preconceito, discriminação?
Quando se determina uma porcentagem das vagas oferecidas em um
concurso público para pessoas portadoras de defiência, sob o
pretexto de inclusão social e de que tais pessoas sofrem preconceito
no mercado de trabalho, são as outras pessoas, que não fazem
parte daquele grupo que estão sendo discriminadas e excluídas, porque não
podem concorrer àquelas vagas.
Inclusão social, justa e honesta, não se faz tratando os grupos
ditos excluídos com privilégios exclusivos e sim dando condições
de todos os cidadãos competirem de igual para igual.
Se o ensino das escolas públicas é deficiente, a solução
é melhorá-lo e não criar cotas para estudantes egressos delas nas universidades públicas e federais. Afinal, desconheço qualquer
estudo científico que comprove que classes social, cor de pele
ou deficiência física interfira no intelecto, na capacidade de
aprender.
Sei que estou falando de direitos amparados por lei
e é justamente por isso que questiono. Que lei é essa que tenta
fazer justiça através de injustiça? Daqui a pouco vai ter cota para ex-presidiário, para homossexuais, sob o mesmo pretexto já usado nos outros casos...porque são minoria, são discriminados pela sociedade.
Gostaria de saber se quando as pessoas "normais" passarem a ser minoria, se serão criadas cotas para elas também.
É... cada vez cria-se mais leis de "inclusão" que abrangem apenas o "fim" do processo, porém não dão conta dos meios para que as pessoas cheguem lá. Afinal, é muito mais simples sancionar uma lei que crie cotas, do que melhorar toda a estrutura de um sistema de ensino que é deficitário há anos, p ex.!
ResponderExcluirNão podemos nos esquecer que por trás de um benefício concedido por nossos representantes, sempre há interesses eleitoreiros também.
ResponderExcluirAh, sem dúvida! E esses interesses vão além, muito além, da preocupação com o bem-estar dessa população. Também não há qualquer preocupação, tampouco critério, para que os beneficiários das leis de inclusão tenham, de fato, sucesso na faculdade ou no emprego ao qual pleitearam no concurso, pois as bases de um ensino básico de qualidade farão falta a eles na prática do seu dia a dia.
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